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EFEITO SANFONA - porque 92% das pessoas que perdem peso voltam a engordar.

Se você tem excesso de peso e já tentou todos os tipos de dietas e formulas "milagrosas" para emagrecer, e só o que conseguiu é, após um breve período de sucesso, ganhar mais alguns quilos, você faz parte da grande fatia da população que sofre o efeito sanfona.

Mas será que isto tem que ser assim? A boa notícia é que não precisa ser assim! Você pode fazer parte do grupo dos magros e saudáveis e para sempre!

A obesidade é uma doença crônica e a sua prevalência vem crescendo assustadoramente nos últimos anos. Hoje cerca de 40% da população brasileira apresenta excesso de peso.

A obesidade é um fator de risco para diversas doenças como hipertensão, diabetes, elevação dos níveis de triglicérides e colesterol, infarto, derrame cerebral, problemas de articulação e outras.

A obesidade é o excesso de gordura no organismo, causado pelo desequilíbrio entre calorias consumidas através da alimentação e o gasto energético do organismo para funcionar em repouso e /ou atividade física. È uma simples questão de matemática. Se consumir mais do que gastar, o excesso é armazenado, na sua maioria, sob a forma de gordura.

Assim sendo o estilo de vida, principalmente a alimentação e atividade física constituem os principais determinantes da obesidade.

Portanto para emagrecer basta aumentar a atividade física e diminuir o consumo alimentar e para manter o peso é necessário equilibrar o gasto energético com a ingesta calórica.

Sendo tão simples, porque a maioria não consegue manter o peso, voltando a engordar mais e mais a cada tentativa, caracterizando o "efeito sanfona" (aumenta/diminui) ou "efeito ioiô" (vai e volta)?

Confira a seguir, quais os erros mais comuns e como solucioná-los.

1o) aceitar o fato que a obesidade é uma doença crônica, mas não aceitar estar doente.
A obesidade é uma doença crônica que pode ser tratada, mas não tem cura. Portanto o primeiro passo é não se esconder atrás da herança genética e achar que é destino ser gordo, mas sim querer tratar a doença e aprender a administrá-la.

2o) mudar o estilo de vida
Não há uma poção milagrosa, é preciso mudar o comportamento, saber tudo sobre nutrição ou decorar tabelas de calorias ou de pontos de nada adiantam se não houver mudança do estilo de vida.

3o) Manter o autocontrole
É importante não confundir os sentimentos de estresse, ansiedade, depressão, cansaço, com sensações de fome e saciedade. Para isto é preciso se conhecer melhor.

4o) Não ter pressa
A maior causa do efeito sanfona é ser um seguidor de dietas radicais. O organismo tem capacidade de reduzir 1 kg de gordura (tecido adiposo) numa semana. Perdas de peso intensas em curto prazo são caracterizadas por perda de água, vitaminas, tecido ósseo e massa muscular.

A depleção de nutrientes prejudica o bom funcionamento do organismo, a saúde e aumenta o apetite.

Dietas rígidas ocasionam queda de leptina (um hormônio que regula a saciedade) e para suprir sua deficiência, o organismo aumenta os níveis deste hormônio aumentando a fome.

A redução de massa magra contribui para reduzir o metabolismo (gasto energético). Além deste fato, dietas rigorosas desencadeiam uma redução drástica do metabolismo, facilitando a recuperação do peso e caracterizando o efeito sanfona. Isto acontece porque o organismo tenta compensar a insuficiência de calorias ingeridas, reduzindo seu gasto energético (metabolismo), assim as chances de armazenar gordura são maiores, principalmente nos deslizes que ocorrem durante a dieta. Sem reeducação alimentar, após a dieta com o restabelecimento dos hábitos antigos e o metabolismo baixo, a recuperação de peso é mais intensa e mais rápida.

As tentativas freqüentes com dietas rígidas criam uma resistência metabólica o que torna mais difícil emagrecer.

O efeito sanfona trás conseqüências piores que a própria obesidade, pois além de prejudicar o metabolismo leva a problemas cardiovasculares.

5o) Aumentar a atividade física
Os benefícios da atividade física no emagrecimento e manutenção do peso são diversos:
- Aumenta o gasto energético não só durante a prática, mas por algumas horas após o exercício;
- Promove o aumento de massa muscular elevando o metabolismo basal (repouso);
- Preserva a massa muscular e intensifica a perda de tecido adiposo (gordura) no processo de emagrecimento;
- Eleva o teor de epinefrina uma substância que estimula a produção de lípase, enzima que quebra as moléculas de gordura;
- Melhora a auto-estima e a disposição;
- Proporciona bem estar, pela liberação de endorfina.
- Reduz o apetite;
- Contribui para a manutenção do peso;

A estratégia para tornar-se magro é a reeducação alimentar combinada com exercícios físicos. Emagrecer deve ser um processo lento, que deve ser planejado e para manter-se magro é preciso haver mudança no estilo de vida, para isto a mudança de comportamento é essencial, o paradigma de querer ser magro para comer de tudo e á vontade, deve ser quebrado. È necessário encontrar o ponto de equilíbrio.

Confira na próxima semana algumas dicas para o controle de peso.

Uma boa semana e até o próximo artigo de Vida Nutritiva!


Até a próximo artigo de Vida Nutritiva!



Dra. Luciana Martoni
Nutricionista
CRN - 3 / 6286
Contato: (41)9951-3985 / (41) 243-3739
e-mail: lumartoni@hotmail.com

01 de dezembro de 2003

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